O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez elogios ao governador interino do Rio de Janeiro (RJ), o desembargador Ricardo Couto, e citou seis ex-titulares do Palácio Guanabara que já foram presos. A fala foi feita em frente ao ex-governador Luiz Fernando Pezão, preso em 2018 durante a Lava-Jato, e que acompanhava o evento do palanque.Nesta quinta-feira (24/9), o chefe do Planalto visitou obras da BR-116, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Em discurso, Lula elogiou a gestão de Ricardo Couto, que assumiu o comando do estado após a renúncia do então governador Cláudio Castro.“O nosso governador Ricardo Couto é desembargador, ele era presidente do Tribunal de Justiça. Como aqui já foram presos seis governadores, no Rio de Janeiro, ele assumiu interinamente”, disse o presidente. Leia também BrasilLula afineta Flávio no RJ: “Amigo de um presidente é o povo, não o Vorcaro” BrasilCampanha de Lula aciona TSE contra propagandas de Flávio Bolsonaro na TV BrasilTSE manda Lula e governo apagarem post com críticas à família Bolsonaro BrasilGoverno Lula reduz congelamento no Orçamento de 2026 para R$ 16,1 bilhões Em seguida, Lula comentou o trabalho que Couto vem desenvolvendo à frente do governo fluminense. “É impressionante como esse homem está despertando no povo do Rio de Janeiro a ideia de que tem gente séria no Rio de Janeiro. Ele está passando a ideia de que é possível acreditar que o Rio de Janeiro vai ter jeito”, afirmou.O presidente disse, ainda, que, apesar de não ter sido eleito, o desembargador é o “governador de mais credibilidade na história do Brasil” e criticou “quadrilhas que governavam” o estado.“Ele está fazendo aquilo que se dispôs a fazer. Porque o cara que é eleito fica assumindo compromisso com criminoso, com o crime organizado, com miliciano, entregando medalha de honra para assassino… Ele não, ele veio para cumprir uma missão: moralizar o estado do Rio de Janeiro”, defendeu Lula.Prisão de PezãoPrefeito da cidade de Piraí (RJ), Pezão foi preso em novembro de 2018 em um desdobramento da Operação Lava Jato. Ele foi o primeiro governador preso durante o exercício do mandato e ficou detido cerca de 13 meses. Em 2023, foi absolvido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).Além de Pezão, os ex-titulares do Palácio Guanabara Sérgio Cabral, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho e Moreira Franco foram presos. Castro não foi preso, mas deixou a função.






