Tácio Lorran

Câmara e Senado Federal tiveram uma grande renovação. Direita avançou em ambas as casas e frustrou planos do governo e do Centrão

Mateus Salomão

06/10/2026 04:00

Daniel Ferreira/Metrópoles

O resultado do 1º turno das eleições — com uma ampla renovação e avanço da direita no Legislativo — frustrou planos de senadores e deputados federais que disputavam cargos eletivos. Levantamento da coluna aponta que 168 deputados e 21 senadores estavam no páreo mas não conseguiram se eleger e ficaram sem mandato.

A maior parte dos casos é de deputados federais. Dos 513 deputados atualmente em exercício, cerca de 26% tentou uma vaga na Câmara dos Deputados, mas teve os planos frustrados. O restante tentou o Senado Federal, governos estaduais e assembleias legislativas.

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No Senado, a maior parte dos postulantes derrotados tentou um novo mandato na Casa Alta. Esse é o caso de Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo Lula no Congresso Nacional, que terminou na 3º posição. As duas vagas ficaram para Rayssa Furlan (Pode-AP) e Lucas Barreto (PSD-AP).
O mesmo ocorreu com Ciro Nogueira (PP-PI), que não conseguiu ultrapassar Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD). Citado nas investigações do Banco Master e exposto pela proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro, o senador ficou sem mandato no Senado Federal.
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Outro caso emblemático é do senador Renan Calheiros (MDB), que após 22 anos perdeu eleição pelo estado de Alagoas.
Ex-ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também tiveram as pretensões eleitorais frustradas. Isso ocorreu, por exemplo, com Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB), Gleisi Hoffmann (PT), Celso Sabino (PDT) e Paulo Pimenta (PT).
O levantamento, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Câmara dos Deputados e Senado Federal, considera os deputados e senadores em exercício neste momento, portanto, inclui os suplentes que estejam nas vagas em eventual ausência do titular.
Como mostrou a coluna, o Partido Liberal (PL), de Jair Bolsonaro e do presidenciável Flávio Bolsonaro, garantiu 121 cadeiras na Câmara dos Deputados nas eleições. Por outro lado, siglas do centrão perderam tamanho.
