Coutinho agradece Neymar por ida ao Santos, e nega polêmica com Vasco: "Qual o problema?"

O Santos apresentou, nesta segunda-feira, o lateral-direito Rodinei e o meia Philippe Coutinho. O primeiro, que já disputou dois jogos pelo clube, tem contrato até o fim de 2027, enquanto o segundo assinou com o Santos somente até dezembro deste ano.

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Philippe Coutinho falou sobre o papel de Neymar na decisão de voltar a jogar e acertar com o Santos. Ele explicou que o craque foi o primeiro a procurá-lo quando deixou o Vasco e que, depois de receber o terceiro contato do santista, repensou o futuro.

– Com certeza o Neymar teve papel importante na minha vida. Um jogador que dispensa comentários, um amigo que tenho desde criança. Foi a primeira pessoa no futebol que mandou mensagem quando saí do Vasco. Mandou no dia seguinte. Disse que seria um prazer jogar com ele, mas que naquele momento não dava, não estava bem. Não fazia sentido pra mim. Ele falou comigo depois de alguns meses, minha resposta foi a mesma. E o tempo se passou. Há duas semanas ele mandou outra mensagem, eu repensei.

– Tinha vontade de voltar a jogar. Por que não? Qual o problema? Estou indo para um grande clube, em outra cidade. Seria injusto eu não poder voltar a trabalhar. Queria agradecer ao presidente Marcelo Teixeira, ao Mattos e ao Ney pelo convite. Estou feliz de aceitar esse desafio.

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Ídolo do Vasco, Coutinho falou sobre a saída dele do clube carioca, em fevereiro deste ano, e também da reação negativa de parte da torcida vascaína pelo acerto dele com o Santos.
– Tenho visto algumas coisas. Tentando me blindar, mas sei que a repercussão foi grande. Fico triste, mas tenho espaço para falar. O Vasco, para mim, sempre foi a minha casa. Fui criado no Vasco, joguei a base toda, subi para o profissional. Sempre deixei clara a gratidão ao clube. Lá atrás, quando surgiu a possibilidade de ir ao Vasco, tinha um ano de contrato no Catar onde ganharia 10 milhões de dólares limpos. É a única vez que vou falar sobre isso. E ainda tinha um ano de contrato no Aston Villa.
– Sempre deixei claro que não queria que o Vasco gastasse nada para a minha volta. A única forma era abrir mão disso tudo. Meu salário de um ano e dos valores a receber do Aston Villa. Deixei tudo vir para o Vasco pelo carinho – afirmou.
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Coutinho também disse que esse período longe do futebol foi importante para que ele pudesse se reconectar com outros pontos da sua vida e pudesse ter, novamente, alegria em jogar futebol.
– Futebol sempre foi minha paixão. Por um tempo perdi isso. Qualquer um que trabalha precisa ter um propósito. Ter sentido. Por um tempo eu perdi isso. Quando estive fora me reconectei com coisas simples que me fizeram tomar a decisão de vir. O que me motiva é voltar a ser alegre. Sempre joguei porque é algo que sempre fui apaixonado. Hoje jogar ao lado de grandes craques numa instituição gigante. Isso que me motiva.
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Rodinei apresentado
Rodinei também falou sobre a chegada ao Santos. O lateral demonstrou uma rápida adaptação ao clube, mas, segundo ele, não foi fácil a decisão de deixar a Grécia para retornar ao Brasil.
– Não foi uma decisão fácil de voltar a jogar no Brasil. Estava feliz na Grécia. Mas tinha vontade de sentir o calor do futebol brasileiro, das torcidas. A decisão foi a melhor que tive. Sou brasileiro. Saí daqui em alto nível e muito feliz com a recepção que os jogadores tiveram. Me deu confiança de vir e jogar. Sempre fui de jogar pra frente, com alegria. E o Santos me dá isso. Estou muito feliz que nas partidas eu pude ajudar a equipe. Espero ajudar muito mais.
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O lateral-direito já planeja o jogo da voltas quartas de final da Sul-Americana, contra o Atlético-MG, na próxima quarta-feira, em Belo Horizonte. Na Vila, na semana passada, vitória santista por 2 a 0, o que dá ao time de Cuca a vantagem de poder até perder por um gol de diferença para avançar.
– Sabemos que temos chances na Sul-Americana. Não gosto de falar em chance de título. Não podemos dar salto maior que a perna. Temos uma vantagem para ir para a semifinal. Temos que ir com humildade. Pensar em título só quando chegar na final.
No Santos, Coutinho vestirá a camisa 11. Inicialmente, ele utilizaria a 19, mas Rony optou por passar a camisa para o meia, assumindo o número 33. Já Rodinei utiliza o número 23. Eles foram apresentados pelo ex-jogador Elano, que atualmente é dirigente da base do clube, e Anderson Lima, lateral que defendeu o Santos no fim dos anos 90.
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Santos apresenta Coutinho — Foto: Bruno Gutierrez


