Política / Eleições 2026

Com o total de mais de 3 milhões de votos, Lucas Pavanato foi o deputado federal mais votado da história de São Paulo
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Os candidatos Lucas Pavanato (PL), Erika Hilton (PSOL), Sâmia Bomfim (PSOL), Kim Kataguiri (Missão) e Tabata Amaral (PSB) — Foto: Divulgação
A eleição para a Câmara dos Deputados em São Paulo definiu uma nova composição marcada pela presença de parlamentares mais jovens entre os mais votados. Na lista dos 70 eleitos para representar o estado, Lucas Pavanato (PL), de 28 anos, foi o candidato que recebeu mais votos, somando mais de 3 milhões de escolhas nas urnas (12,82% dos votos válidos). Na segunda posição, Erika Hilton (PSOL), de 33 anos, obteve quase 1,6 milhão de votos (6,74%). Os dois candidatos, de lados opostos do espectro político, lideraram a votação no maior colégio eleitoral do país.
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O perfil dos cinco deputados federais com o melhor desempenho eleitoral em São Paulo mostra uma mudança geracional na preferência do eleitorado, uma vez que todos têm menos de 40 anos. Além de Pavanato e Erika , a lista segue com Sâmia Bomfim (PSOL), de 37 anos, que registrou mais de 583 mil votos. O grupo é completado por Kim Kataguiri (Missão), de 30 anos, com 520 mil votos, e Tabata Amaral (PSB), de 32 anos, escolhida por cerca de 476 mil eleitores.
Com base inicial ligada à articulação do Movimento Brasil Livre (MBL) e experiência como chefe de gabinete do vereador Fernando Holiday, Lucas Pavanato centrou sua campanha em pautas conservadoras e propostas voltadas à segurança pública, como a redução da maioridade penal.
A votação do deputado colaborou para que o Partido Liberal suprisse a ausência de parlamentares que lideraram as urnas nas eleições anteriores e não concorreram ao mesmo cargo neste ano, como Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli.
Pelo PSOL, Erika Hilton concentrou grande parte dos votos do eleitorado progressista. O partido precisou adaptar sua estratégia na disputa proporcional após o ministro Guilherme Boulos, que foi o deputado mais votado de São Paulo em 2022, decidir não concorrer à reeleição para focar na articulação junto aos movimentos sociais.
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Apesar do bom resultado de Erika, a concentração de votos fez com que o partido perdesse pelo menos cinco vagas na Casa, totalizando seis. São eles Erika Hilton, Sâmia Bonfim, Guilherme Cortez, Professora Luciene Cavalcante, Natália Boulos e Sônia Guajajara.
Sistema proporcional
Apesar da renovação geracional nos primeiros lugares, a disputa pelas 70 vagas a que o estado tem direito pelo sistema proporcional foi caracterizada por uma forte tentativa de manutenção do poder estabelecido. Dos atuais integrantes da bancada paulista, 62 buscaram renovar seus mandatos nas urnas, o equivalente a mais de 88% dos parlamentares em exercício.
Para garantir o quociente eleitoral, as maiores siglas do estado precisaram adaptar suas estratégias. O PL, partido com o maior número de deputados buscando a reeleição (16 no total), precisou reformular sua linha de frente após a cassação ou migração partidária de seus quatros deputados mais bem votados no último pleito.
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Já o PT entrou na disputa com o desafio de reverter o encolhimento histórico de sua representação no estado na última década. Muito distante de seu auge em 2002, quando elegeu 18 deputados, o partido apostou em uma estratégia mista para ampliar sua fatia e conquistou 11 cadeiras.
A legenda colocou na rua tanto figuras históricas da velha guarda, como o ex-ministro Zé Dirceu e o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, quanto apostas fora do circuito político tradicional na tentativa de puxar votos. Tanto Dirceu, como Edinho, ficaram de fora.
Nesse cenário, Luna Zarattini, Alencar Santana, Jilmar Tatto, Thiago dos Reis, Arlindo Chinaglia, Carlos Zarattini, Edinho Silva, Nilto Tatto, Kiko Celeguim e Juliana Cardoso estão eleitos. Outros três nomes ainda vão disputar a última vaga: Rui Falcão, Paulo Teixeira e João Paulo Cunha
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