Já pensou em uma fazenda dentro de um galpão com luzes cor-de-rosa? E que as plantas fiquem na vertical, em prateleiras? Pois é! Eu era super curiosa para conhecer a Pink Farms e finalmente deu certo.Na Vila Leopoldina, em São Paulo, alfaces, temperos e microverdes crescem dentro de três salas, sem terra e sob luzes de LED cor-de-rosa. As duas maiores empilham dez níveis de cultivo em até sete metros de altura. A estrutura ocupa cerca de 1.000 metros quadrados e emprega aproximadamente 20 pessoas diretamente na produção.“São três salas principais de cultivo. As duas maiores têm 10 níveis de produção”, conta Caroline Stephanie Pereira, gestora comercial e de marketing da Pink Farms. As plantas ocupam as estantes em vários ciclos diferentes, entre a semeadura e a colheita, por até 45 dias.A luz rosa chama a atenção nas imagens da fazenda. Para entrar, é preciso estar totalmente paramentado de EPIs (equipamentos de proteção individual) para não contaminar as plantas. A Pink Farms produz mais de 11 toneladas mensais e usa diferentes substratos de acordo com a cultura. Entre os exemplos citados estão a fibra de coco e a espuma fenólica. As raízes recebem uma solução composta por sais minerais. “Fazemos algumas vezes ao dia medição de pH e condutividade elétrica, para garantir que a solução está dentro do padrão esperado”, explicou Caroline.A iluminação também varia. Embora a fazenda seja conhecida pelo tom rosa produzido pelos LEDs vermelhos e azuis, a operação utiliza outros espectros, inclusive luzes mais esbranquiçadas. Ou até uma sala totalmente escura, onde ficam os brotinhos.“A principal vantagem é na eficiência energética”, afirmou. Mesmo assim, a eletricidade permanece entre os três maiores custos do produto. Para reduzir essa despesa, a Pink Farms compra energia no mercado livre e tenta diminuir os espaços vazios sob os LEDs, produzindo mais peso em cada área iluminada. Todas as hortaliças e todos os temperos da Pink Farms são produzidos na unidade da Vila Leopoldina. “Chegamos a ter produção de cogumelos perto de Sorocaba, mas optamos por encerrar a produção e continuar somente com revenda”, afirmou Caroline. “Fazemos então a curadoria dos fornecedores.”“Atualmente faz sentido produzirmos folhas e temperos”, explicou Caroline. A decisão considera a possibilidade técnica de cultivar cada planta, a procura dos clientes e a relação entre tempo de crescimento, peso colhido e preço de venda.“As culturas que não se mostram economicamente viáveis são as que têm um ciclo de crescimento longo em relação ao peso colhido e o preço por quilo”, disse.Entre os produtos cultivados estão os microverdes. Eles são colhidos em uma fase inicial da planta, depois da germinação e antes de atingirem o estágio adulto. A colheita ocorre entre oito e 14 dias depois do plantio. “Os sabores dos microverdes lembram muito a parte que estamos habituados a consumir, às vezes com sabor mais sutil”, afirmou. A Pink Farms afirma que suas folhas podem ser consumidas diretamente da embalagem, sem uma nova lavagem em casa. “Fazemos análises quinzenais para verificação de microrganismos que causam doenças, como E. coli e Salmonella, e contagem de microrganismos, como coliformes e outras bactérias e fungos”, disse Caroline.A Pink Farms usa a expressão “zero agrotóxicos” para apresentar seus produtos. Caroline explicou que a fazenda não aplica substâncias classificadas legalmente como agrotóxicos, mas emprega outros recursos de controle.“Não é usado nenhum produto que é categorizado como agrotóxico”, afirmou. “Usamos estratégias de controle biológico de pragas, que são essenciais para evitar a contaminação do ambiente de cultivo, principalmente da solução nutritiva por microrganismos patógenos, mas que são caracterizados como bioinsumos.”Alfaces, outras folhas, temperos e microverdes são apresentados pela Pink Farms como kosher. “A certificação é concedida por um rabino de Israel”, respondeu Caroline. Segundo ela, uma pessoa habilitada realiza inspeções semanais e examina amostras para contar ácaros presentes nas folhas. Nos microverdes, a quantidade precisa chegar a zero.A Pink Farms vende seus produtos higienizados, embalados e prontos para consumo. O maior volume da Pink Farms é destinado a varejistas e restaurantes. A empresa também atende buffets.“Recentemente começamos um projeto piloto de entrega diretamente ao cliente final, com compra por nosso canal de WhatsApp e também pelo iFood”, afirmou Caroline.✅Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp


















