Um cabo do Exército é apontado como fornecedor de armas e munições para facções criminosas. O militar, identificado como Deivison dos Santos Ferreira, é lotado no 6º Batalhão de Polícia do Exército, em Salvador, e aparece em conversas analisadas pelos investigadores nas quais teria negociado munições, granadas e armamentos.O caso está relacionado à Operação Reino Oculto, conduzida pela Polícia Civil da Bahia em conjunto com o Ministério Público da Bahia (MP-BA). Os elementos da investigação foram obtidos pelo Fantástico, da TV Globo, e divulgados neste domingo (13/9).Segundo informações oficiais divulgadas pelo órgão, a investigação começou em março e apura suspeitas de tráfico e associação para o tráfico de drogas, organização criminosa, comércio, posse e porte ilegais de armas de fogo e munições, além de lavagem de dinheiro.A apuração identificou uma estrutura dividida entre núcleos responsáveis pelo comando, gestão financeira, armazenamento, logística, distribuição e revenda de drogas, além do fornecimento de armas de fogo.De acordo com o MP-BA e a Polícia Civil, a organização movimentou mais de R$ 4 milhões durante o período investigado.Os investigadores também identificaram negociações envolvendo armas e munições calibre 5,56, usadas inclusive em fuzis.Segundo as informações oficiais, uma empresa de fachada era utilizada no transporte de armamentos.O grupo também enviava drogas para outros estados, entre eles São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.A Operação Reino Oculto mobilizou mais de 250 policiais civis e teve apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do MP-BA. Mandados foram cumpridos em Salvador, na Região Metropolitana e no interior da Bahia, além de outros estados.O outro ladoO Metrópoles não localizou a defesa do militar. Ao Fantástico, os advogados disseram que ele nega as acusações e que os fatos serão esclarecidos no momento adequado.A defesa também informou que trabalha para revogar as prisões.







