São Paulo — O prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB) afirmou nesta quinta-feira (8/10) que acredita em uma formalização do apoio do partido dele, o MDB, à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial nos próximos dias, assim como fizeram a Federação União-PP, o Republicanos e o partido Novo.Em entrevista à Rádio Eldorado, Nunes disse que a maior parte dos diretórios emedebistas já apoia a candidatura de Flávio.“Há essa possibilidade. A minha expectativa é que nos próximos dias a gente faça algum anúncio de apoio ao Flávio. Ninguém aguenta mais nesse governo do jeito que está”, afirmou o prefeito.“O MDB não pode se furtar de sua responsabilidade. Lógico que é um partido muito grande, tem todas as suas peculiaridades, mas nós temos 27 estados, portanto 27 diretórios, até ontem a gente já tinha 15 diretórios que declaram apoio ao Flávio, então a gente já tem a maioria [para o apoio]”, reforçou. Leia também São PauloOrçamento de Nunes para 2027 prevê investimento recorde de R$ 20,6 bilhões Vinicius PassarelliPL se coloca e base de Nunes pode rachar na disputa por comando da Câmara São PauloSeis ex-secretários da gestão Nunes são eleitos para Congresso e Alesp Vinicius PassarelliSecretários de Tarcísio são cotados para integrar governo Flávio. Veja quem Nunes ressaltou, no entanto, que a definição de um eventual apoio depende ainda do presidente nacional da legenda, Baleia Rossi. Uma das figuras que têm atuado nos bastidores é o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).Procurado pelo Metrópoles, o MDB afirmou que ainda não tem um posicionamento oficial sobre o apoio à Flávio.Segundo a coluna Igor Gadelha, a cúpula do MDB, contudo, indica que não pretende fazer qualquer movimento de apoio do partido como um todo a Flávio. A ideia é viabilizar apenas o apoio individual de algumas lideranças da legenda.Um dos partidos que já declarou neutralidade foi o PSD, que teve o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como um dos candidatos no primeiro turno. O candidato derrotado obteve 2,19% dos votos válidos e, nesta semana, declarou apoio individual a Flávio Bolsonaro.








