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Bernardo Mello Franco

Um olhar sobre a política e o poder no Brasil
Documento é assinado por Pedro Malan, José Carlos Dias, Miguel Reale, Paulo Vannuchi e José Eduardo Cardozo, além de juristas, economistas, sindicalistas e empresários
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O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin — Foto: Gustavo Moreno/STF
Um grupo de ex-ministros dos governos Fernando Henrique, Lula e Dilma, além de juristas, empresários e líderes da sociedade civil, enviou carta neste domingo em apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin.
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O texto afirma que o STF “não pode deixar que sua jurisdição seja capturada por interesses escusos, de natureza pessoal, política ou econômica, que atentem contra nossa democracia constitucional”.
Os signatários manifestam “integral apoio” às medidas de Fachin para “preservar a autoridade do Supremo Tribunal Federal e promover, sob a estrita observância do devido processo legal, a mais rigorosa e imparcial apuração dos fatos e das gravíssimas acusações que vieram a público nas últimas semanas”.
Na lista de assinaturas, estão os ex-ministros Pedro Malan, José Carlos Dias e Miguel Reale Jr. (governo FH), Paulo Vannuchi (governo Lula) e José Eduardo Cardozo (governo Dilma).
Também subscrevem os economistas André Lara Resende, Persio Arida, Edmar Bacha e Arminio Fraga e os juristas Oscar Vilhena, Joaquim Falcão e Antonio Claudio Mariz de Oliveira.
Entre os empresários, estão Candido Bracher, Carlos Jereissati, Fábio Barbosa, Guilherme Leal, Horácio Piva e Josué Gomes.
A lista inclui ainda os presidentes das principais centrais sindicais: Sergio Nobre (CUT), Miguel Torres (Força Sindical), Ricardo Patah (UGT) e Ronaldo Leite (CTB).
Leia a íntegra da carta:
A S. Ex.ª o Ministro Edson Fachin
Presidente do Supremo Tribunal Federal
Brasília, 13 de setembro de 2026
Senhor Ministro Presidente,
Os cidadãos e representantes da sociedade civil abaixo assinados vêm manifestar seu integral apoio às medidas adotadas por V. Ex.ª, com o objetivo de preservar a autoridade do Supremo Tribunal Federal e promover, sob a estrita observância do devido processo legal, a mais rigorosa e imparcial apuração dos fatos e das gravíssimas acusações que vieram a público nas últimas semanas.
Para isso, é fundamental assegurar ampla transparência às investigações e à sessão plenária marcada para o próximo dia 15 de setembro, que deve ocorrer de forma pública, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal.
Estamos vivendo a mais grave crise da história do Supremo Tribunal Federal e certamente uma das mais graves de nossa acidentada história republicana. A apuração dos fatos e a responsabilização daqueles que eventualmente violaram a lei e a dignidade de seus cargos são indispensáveis para que possamos recobrar a confiança nas instituições e preservar nossa democracia.
Entendemos, ainda, que a superação dessa crise exigirá reformas institucionais urgentes, capazes de fortalecer a colegialidade, assegurar a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse, estabelecer padrões rigorosos de conduta e ampliar a transparência e o controle social sobre a Corte e seus integrantes.
O Supremo Tribunal Federal não pode deixar que sua jurisdição seja capturada por interesses escusos, de natureza pessoal, política ou econômica, que atentem contra nossa democracia constitucional.
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