SOSIEDADE SIVĺL

- 15 Outubru 2026

- 04:21 PM

Peskizadór LA'O HAMUTUK iha Asuntu Agrikultura, Ekonómia no Diréitu ba Rai, Mariano Ferreira. Imajen Tatoli/Francisco Sony

DILI, 15 Outubru 2026 (TATOLI) – La'o Hamutuk apela ba Governu Timor-Leste, Parlamentu Nasionál, Prezidente da Repúblika no parseiru dezenvolvimentu sira atu aumenta no haforsa investimentu iha setór agrikultura no produsaun ai-han lokál, hodi garante asesu ba ai-han nutritivu, seguru no asesível ba populasaun tomak.

Apelu ne'e hato'o liuhusi konferénsia imprensa iha sede La'o Hamutuk, Marconi, Fatuhada, Dili, iha Kinta (15/10), atu marka komemorasaun Loron Mundial Ai-han, ne'ebé selebra iha 16 Outubru, ho tema mundiál "Innovate Today. "Nourish Tomorrow" (Inova Ohin atu Nutrí Aban).

Peskizadór La'o Hamutuk, Mariano Ferreira, afirma katak inovasaun iha setór agrikultura la'o's de'it kona-ba utilizasaun teknolojia no mekanizasaun, maibé tenke inklui koñesimentu lokál, prátika tradisionál, kooperasaun no téknika agríkola ne'ebé adapta ba nesesidade komunidade sira.

"Organizasaun ne'e konsidera katak inovasaun tenke fó benefísiu ba nutrisaun, povu no ambiente, la'o's de'it atu buka lukru," Mariano dehan.

Inseguransa alimentár nafatin sai dezafiu

Mariano afirmou que a crise alimentar global continua sendo um desafio importante em todo o mundo, incluindo Timor-Leste. Ele explicou que crianças com menos de cinco anos continuam enfrentando problemas de crescimento não acompanhados à idade ou desnutrição (stunting), que não é causada apenas pela falta de alimentos, mas também pela qualidade da dieta, acesso a água potável, saneamento, serviços de saúde e condições de vida.

Com base na análise da Classificação Integrada das Fases de Segurança Alimentar (IPC) para o período de novembro de 2023 a abril de 2024, 360.000 pessoas timorenses, ou 27% da população, enfrentam insegurança alimentar aguda na fase três ou pior.

“A IPC identifica os impactos das mudanças climáticas, aumento dos preços dos alimentos, inundações, desastres naturais e vulnerabilidade econômica como fatores que afetam a segurança alimentar,” disse ele.

Os investimentos em agricultura precisam produzir resultados concretos

Em outra parte, o Coordenador da La'o Hamutuk, Celestino Gusmão Pereira, referiu-se ao Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2026, que aloca US$ 43,4 milhões no setor agrícola.

Escrevendo abaixo; Celestino Gusmão Pereira como

pesquisador no Instituto La'o Hamutuk.

Ele sublinhou que a avaliação dos investimentos públicos neste setor não pode se limitar apenas ao montante do orçamento alocado ou à porcentagem de execução, mas também deve considerar os resultados concretos que podem ser alcançados.

Todos esses resultados incluem aumento da produtividade e produção agrícola local, melhoria da renda dos agricultores, fortalecimento da segurança alimentar, melhoria da nutrição e criação de empregos na área rural.

“A La'o Hamutuk considera a agricultura como um setor estratégico para a economia nacional, pois contribui para a produção de alimentos, renda familiar, redução da pobreza e sustentabilidade da economia rural,” disse ele.

Essa organização também defende a diversificação da produção agrícola, incluindo horticultura, frutas, madeira, coco, produtos pecuários, pesca e alimentos locais como feijão e peixe, a fim de reduzir a dependência de produtos importados.

Aumentar o investimento no mercado local

Para fortalecer o sistema alimentar nacional, a La'o Hamutuk recomenda ao Estado que aumente o investimento anual no setor agrícola para 5% ou mais, com o objetivo de criar uma base produtiva nacional forte e sustentável.

Esta organização também pede ao Governo que fortaleça a agricultura familiar e garanta aos agricultores acesso a sementes e irrigação, assistência técnica, terras produtivas, transporte, financiamento e mercados.

Além disso, a La'o Hamutuk propõe ligar o programa de merenda escolar com a produção agrícola local através do sistema Home-Grown School Feeding, que conecta o fornecimento de alimentos para as escolas com produtos de agricultores locais. Esta iniciativa pode criar mercado para a produção doméstica, fortalecer a cadeia de valor nacional e melhorar a nutrição das crianças.
Esta organização também enfatiza a importância da promoção da agroecologia, conservação de sementes e solos, e uso de insumos locais, para aumentar a resiliência da agricultura frente às mudanças climáticas, secas prolongadas e inundações.
Alerta sobre a sustentabilidade do Fundo Petrolífero
Em outra parte, a La'o Hamutuk alerta que Timor-Leste precisa diversificar a economia nacional antes que as receitas do Fundo Petrolíferu se esgotem, para garantir a sustentabilidade financeira do Estado e o desenvolvimento para as gerações atuais e futuras.
Esta organização refere-se à análise do Fundo Monetário Internacional (IMF) em 2025, que projeta que o Fundo Petrolífero pode se esgotar em 2038, se a política atual continuar no cenário base.
Por isso, a La'o Hamutuk considera que o investimento público deve ser orientado para criar capacidade produtiva nacional, desenvolver capital humano, fornecer infraestrutura necessária e criar fontes de receita sustentáveis, para reduzir a dependência da economia nacional das receitas petrolíferas.
Esta organização afirma que a diversificação econômica deve se tornar uma prioridade estratégica do Estado para garantir a sustentabilidade fiscal e o desenvolvimento sustentável para as gerações atuais e futuras.
Jornalista: Camilio de Sousa
Editor: Rafael da A. Ximenes Belo
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